Precatórios do FUNDEF em Sobradinho: O perigoso jogo manobrista da gestão Cleivynho Sampaio


A novela em torno do pagamento dos precatórios do antigo Fundef para os profissionais da educação ganhou capítulos dramáticos e indignantes em Sobradinho, no norte da Bahia. O que deveria ser um ato de estrito cumprimento da lei e valorização daqueles que constroem o futuro do município transformou-se em uma arena de manobras políticas questionáveis operadas pela gestão do prefeito Cleivynho Sampaio.

Na tentativa ostensiva de esvaziar a pressão popular e fragilizar a mobilização histórica da categoria, a Prefeitura insiste em contornar a APLB Sindicato — entidade legitimamente reconhecida pelos docentes por sua combatividade e firmeza institucional — para tentar formalizar acordos com o SINSERB. Trata-se de uma tática patronal manjada: escolher o interlocutor conveniente para impor termos desvantajosos e promover o esfacelamento da unidade dos trabalhadores.

Para a comunidade escolar de Sobradinho, a escolha arbitrária desse interlocutor é inaceitável. O SINSERB é visto pela categoria como uma entidade alinhada aos interesses do Palácio Municipal, atuando quase como um puxadinho da gestão. Enquanto isso, a APLB mantém a postura intransigente que se exige de um sindicato autêntico, exigindo o repasse integral e correto dos recursos reconhecidos judicialmente, acompanhado da devida segurança jurídica.

A essência do impasse reside na falta de transparência sobre o destino das verbas. Quanto há nos cofres? Qual o percentual exato destinado ao magistério? Qual o cronograma definitivo de desembolso? Cleivynho Sampaio foge das respostas diretas e prefere a estratégia do silêncio e das tratativas de bastidores.

Administrar um município exige postura republicana. O dinheiro do Fundef é de direito sagrado dos professores e não pode ser tratado como moeda de barganha ou instrumento de divisão sindical. A sociedade de Sobradinho e a comunidade escolar demandam clareza imediata, respeito às representações legítimas e a apresentação urgente das planilhas de pagamento, com a devida publicidade e transparência que o interesse público exige. O jogo de empurrar com a barriga precisa acabar.

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