Em Curaçá, parece que o calendário municipal ganhou uma nova tradição: quando chega a noite, acende-se o lixão e a cidade ganha uma “neblina” exclusiva. Só esqueceram de avisar à população que, ao contrário de uma festa, ninguém escolheu participar.
Moradores voltam a denunciar os constantes incêndios no lixão do município. A fumaça se espalha por diferentes áreas da cidade, acompanhada de forte mau cheiro e muita indignação. E o mais preocupante: segundo os relatos, não seria um episódio isolado, mas um problema que insiste em fazer parte da rotina.
Enquanto isso, o cidadão curaçaense parece ter recebido um serviço municipal que não pediu: respirar fumaça de lixo gratuitamente.
A situação seria até cômica se não envolvesse saúde pública. A queima de resíduos pode liberar partículas e substâncias prejudiciais, e moradores relatam irritação nos olhos e desconforto respiratório. Os impactos precisam ser avaliados tecnicamente pelos órgãos competentes, mas uma coisa não precisa de especialista para perceber: ninguém deveria considerar normal uma cidade tomada pela fumaça de um lixão.
E aí fica a pergunta para o prefeito Murilo Bonfim: até quando?
Quantos incêndios serão necessários para que o problema seja tratado como prioridade? Quantas noites de fumaça ainda serão necessárias para que a Prefeitura apresente uma solução efetiva?
Porque, pelo jeito, o lixão está fazendo hora extra. Só falta a Prefeitura emitir um calendário oficial: “Hoje tem fumaça. Amanhã também.”
Sarcasmo à parte, a população não está pedindo luxo. Está cobrando o básico: gestão, fiscalização, controle dos resíduos e uma solução para um problema que afeta diretamente a qualidade de vida dos moradores.
Curaçá merece respirar ar limpo, e não esperar que o vento faça pela cidade aquilo que deveria ser obrigação do poder público.
Prefeito Murilo Bonfim, a população quer saber: quando essa fumaça vai acabar?
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