A manobra é velha, clichê e transparente: jogar uma camada fresca de piche na porta da cidade para impressionar visitantes e eleitores, criando um cartão-postal ilusório para alavancar os candidatos do grupo político do gestor. O contraste é vergonhoso. Enquanto a maquiagem asfáltica brilha na entrada, o interior do município e os bairros periféricos padecem com o abandono do dia a dia. Faltam insumos na saúde, sobram demandas reprimidas na educação e famílias de comunidades rurais continuam enfrentando a humilhação da falta d'água na torneira.
Mais do que o momento oportunista, o povo curaçaense questiona a própria qualidade do serviço. Trata-se de uma obra estruturante com planejamento sério ou de um "asfalto Sonrisal", feito às pressas para durar apenas até a apuração das urnas e derreter na primeira chuva do sertão?
Curaçá não precisa de maquiagem eleitoreira nem de tapetes pretos improvisados na última hora. O município exige respeito, transparência na aplicação dos recursos e solução efetiva para as carências básicas que a gestão do prefeito Murilo Bomfim preferiu ignorar ao longo de todo o mandato.

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