Uma investigação interna em uma concessionária de veículos de Petrolina identificou um esquema sistemático de desvio de valores, com prejuízo estimado em mais de R$ 500 mil, baseado em pagamentos fora do sistema oficial, uso de máquinas de cartão de terceiros e recebimento em dinheiro. O mecanismo, além de lesar a empresa, também atingiu diretamente clientes, que acreditavam estar pagando por serviços regulares e formalizados.
O avanço da apuração permitiu mapear os participantes e a hierarquia do esquema, e agora os depoimentos estão sendo confrontados com extratos bancários, registros de maquinetas e gravações. Esse cruzamento técnico já vem revelando contradições relevantes, especialmente nas versões de quem tentou se antecipar à investigação apresentando-se como colaborador.
Segundo investigadores, quando a narrativa não coincide com o fluxo real de dinheiro, o efeito é imediato: o status de colaborador se desfaz e a responsabilidade penal se amplia. Em outras palavras, quem omite, distorce ou seleciona o que conta deixa de ser visto como testemunha e passa a ser tratado como parte central do esquema, exatamente porque as provas financeiras não admitem versões convenientes.
Com o dossiê prestes a ser encaminhado ao Ministério Público, a apuração entra em fase criminal, onde cada contradição pode se transformar em agravamento de imputação e perda definitiva de qualquer benefício legal. A redação deste blog informa que novos detalhes e a identidade dos envolvidos serão revelados nas próximas publicações, à medida que os dados técnicos consolidam quem realmente ocupava posições de comando no desvio, e quem tentou escapar contando apenas parte da história.

Postar um comentário