A ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva, mulher do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, morreu nesta sexta-feira, aos 66 anos, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde estava internada desde o último dia 24, em decorrência das complicações provocadas por um acidente vascular cerebral (AVC).
Marisa foi internada após se sentir mal em seu apartamento, em São Bernardo do Campo (SP), devido a um pico de pressão. Socorrida, desmaiou no elevador antes de ser levada ao Hospital Assunção, na mesma cidade, onde foi detectada a gravidade da situação. Um aneurisma (má-formação de um vaso sanguíneo) no cérebro, que fora diagnosticado mais de dez anos atrás, se rompeu em decorrência do quadro hipertensivo, provocando um AVC hemorrágico.
Marisa ficou bastante conhecida quando em áudio divulgado em uma conversa com o seu filho Fábio Luis "Lulinha" também investigado na Lava Jato mandou os "coxinhas" como são conhecidos os opositores ao PT enfiarem as panelas no c*, essa frase foi dita quando os "coxinhas" fizeram um panelaço em protesto contra o PT.
Lava Jato
As últimas menções a Marisa na imprensa estão relacionadas às suspeitas envolvendo Lula e empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato. Ela é ré em duas ações penais. Na primeira, é acusada de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por uma reforma feita pela construtora OAS em um tríplex do Guarujá, litoral de São Paulo, que supostamente pertenceria a ela e a Lula. A segunda diz respeito às relações do casal com a Odebrecht – segundo a procuradoria, a empreiteira teria beneficiado o petista em dois momentos: na compra de um terreno para o Instituto Lula (que nunca foi usado para isso) e na aquisição de um segundo apartamento, contíguo à cobertura onde o casal vive, em São Bernardo do Campo.

